sábado, 11 de junho de 2011
OS OBREIROS DO SENHOR
Atingistes o tempo do cumprimento das coisas anunciado para a transformação da Humanidade; felizes serão aqueles que tiverem trabalhado na seara do Senhor com desinteresse e sem outro móvel senão a caridade! Suas jornadas de trabalho serão pagas ao cêntuplo do que terão esperado. Felizes serão aqueles que terão dito a seus irmãos: "Irmãos, trabalharemos juntos, e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor encontre a obra pronta à sua chegada", porque o Senhor lhes dirá: "Vinde a mim, vós que sois bons servidores, que calastes os vossos ciúmes e as vossas discórdias para não deixar a obra prejudicada!" Mas ai daqueles que, por suas dissenções, terão retardado a hora da colheita, porque a tempestade virá e serão carregados no turbilhão! Eles gritarão: "Graça! graça!" Mas o Senhor lhes dirá: Por que pedis graça, vós que não tivestes piedade de vossos irmãos, e que recusastes lhes estender a mão, vós que esmagastes o fraco em lugar de o sustentar? Por que pedis graça, vós que procurastes a vossa recompensa nas alegrias da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal como a pretendentes; não peçais mais: as recompensas celestes são para aqueles que não terão pedido as recompensas da Terra."
Deus faz neste momento o recenseamento dos seus servidores fiéis, e marcou com o seu dedo aqueles que não têm senão a aparência do devotamento, a fim de que não usurpem mais o salário dos servidores
Atingistes o tempo do cumprimento das coisas anunciado para a transformação da Humanidade; felizes serão aqueles que tiverem trabalhado na seara do Senhor com desinteresse e sem outro móvel senão a caridade! Suas jornadas de trabalho serão pagas ao cêntuplo do que terão esperado. Felizes serão aqueles que terão dito a seus irmãos: "Irmãos, trabalharemos juntos, e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor encontre a obra pronta à sua chegada", porque o Senhor lhes dirá: "Vinde a mim, vós que sois bons servidores, que calastes os vossos ciúmes e as vossas discórdias para não deixar a obra prejudicada!" Mas ai daqueles que, por suas dissenções, terão retardado a hora da colheita, porque a tempestade virá e serão carregados no turbilhão! Eles gritarão: "Graça! graça!" Mas o Senhor lhes dirá: Por que pedis graça, vós que não tivestes piedade de vossos irmãos, e que recusastes lhes estender a mão, vós que esmagastes o fraco em lugar de o sustentar? Por que pedis graça, vós que procurastes a vossa recompensa nas alegrias da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal como a pretendentes; não peçais mais: as recompensas celestes são para aqueles que não terão pedido as recompensas da Terra."
Deus faz neste momento o recenseamento dos seus servidores fiéis, e marcou com o seu dedo aqueles que não têm senão a aparência do devotamento, a fim de que não usurpem mais o salário dos servidores corajosos, porque é àqueles que não recuarem diante de suas tarefas que vai confiar os postos mais difíceis na grande obra de regeneração pelo Espiritismo, e estas palavras se cumprirão:
"Os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros no reino dos céus!"
( O ESPÍRITO DE VERDADE, Paris, 1862)ccCorajosos, porque é àqueles que não recuarem diante de suas tarefas que vai confiar os postos mais difíceis na grande obra de regeneração pelo Espiritismo, e estas palavras se cumprirão:
"Os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros no reino dos céus!"
( O ESPÍRITO DE VERDADE, Paris, 1862)
CARIDADE
Há quanto tempo, a vida é assim, encontramos, reencontramos, afastamos e novamente nos revemos e que alegria, o Criador nos possibilita estarmos sempre diante dos nossos afetos, estejamos na situação mais inusitada sempre temos nossos melhores mestres ao lado.
O Criador coloca ao nosso alcance os Irmãos que trazem a nós sempre o remédio que necessitamos, bastando para isso que usemos nossos antídotos do amor, compaixão e perdão.
Quando nos entregamos aos sentimentos verdadeiros, experimentamos a essência que todos ser que participa de nossa jornada traz para cada um de nós.
A entrega verdadeira sem esperar nenhuma espécie de retorno é o que confere a experiência na Terra o seu aproveitamento de acordo com o propósito que o Pai dispõe para todos, indistintamente.
Portanto, amados Irmãos, é isso, sejam verdadeiros e dêem autenticidade a tudo que fizerem.
Eu sou vossa Irmã Caridade

Mandaram eu fazer a Iniciação agora e não me sinto segura, existe algum risco?
Minha irmã, NINGUÉM pode dizer a você quando deve fazer sua Iniciação!!! É uma decisão sua, pessoal e de sua total escolha, de acordo com sua preparação e intuição. Veja o quê a própria Tia Neiva escreveu a respeito:
“A Iniciação Dharman Oxinto está dentro da lei de uma conduta doutrinária. É difícil falar sobre a Iniciação Dharman Oxinto, difícil por ser tão sublime. Uma Iniciação mal conduzida, não sabemos a quem fará tão mal: a quem recebeu, a mim Koatay 108 ou ao indivíduo que o conduziu até o Salão Iniciático. A Iniciação Dharman Oxinto é realizada com muita precisão.
Meu filho, mestre Jaguar, nosso povo está aumentando e sabemos, pois, que tudo que temos é adquirido com trabalho e amor. Toda nossa dedicação dia a dia se aprimorando já diz com certeza: vem aumentando nossa Luz! Sinto dizer que estamos correndo riscos em nossa vida iniciática se não formarmos aquele velho critério que eu sempre digo: a Iniciação, ou a hora de efetivamente de iniciar o Homem, dando seu direito de seu trabalho na linha espiritual. Tia Neiva, em 17 de maio de 1984
Outras dúvidas:
O quê muda com a Iniciação e qual é a sua finalidade?
Ao adentrarmos em um Castelo de Iniciação assumimos um grande compromisso com a Doutrina, pois fazemos um solene Juramento. Deitamos em um esquife e morremos para a vida que hoje conhecemos: Deita-se o homem e levanta-se o Médium!
Passamos, a partir deste momento, a dispor de mais forças, agora de origem iniciática e nosso plexo é preparado para tanto.
Temos ao nosso dispor sete Mantras de Luz e de acordo com nossa sintonia poderemos receber todos... ou não.
Existe prejuízo se continuarmos como Aspirantes?
Não, cada um tem seu tempo e deve seguir suas intuições.
O Iniciado aumenta sua sensibilidade e capacidade de percepção?
Sim, nitidamente. Mas obviamente sempre de acordo com sua capacidade de mediunização e sintonia em determinado trabalho.
Se passamos por várias reencarnações será que não iniciamos em alguma delas?
É possível que sim, mas recordemos que somos uma nova personalidade e é centrados nesta encarnação que buscamos, ou não, a disponibilidade pra novos compromissos ou renovar os antigos.
A iniciação é condição para sermos bons médiuns?
Não. Apenas agrega forças e obviamente responsabilidades! Traz segurança e ao mesmo tempo necessidade de maior precisão nos Trabalhos.
Caridade para com os criminosos
14. A verdadeira caridade constitui um dos mais sublimes ensinamentos que Deus deu ao mundo. Completa fraternidade deve existir entre os verdadeiros seguidores da sua doutrina. Deveis amar os desgraçados, os criminosos, como criaturas, que são, de Deus, às quais o perdão e a misericórdia serão concedidos, se se arrependerem, como também a vós, pelas faltas que cometeis contra sua Lei. Considerai que sois mais repreensíveis, mais culpados do que aqueles a quem negardes perdão e comiseração, pois, as mais das vezes, eles não conhecem Deus como o conheceis, e muito menos lhes será pedido do que a vós.
Não julgueis, oh! não julgueis absolutamente, meus caros amigos, porquanto o juízo que proferirdes ainda mais severamente vos será aplicado e precisais de indulgência para os pecados em que sem cessar incorreis. Ignorais que há muitas ações que são crimes aos olhos do Deus
de pureza e que o mundo nem sequer como faltas leves considera? A verdadeira caridade não consiste apenas na esmola que dais, nem, mesmo, nas
palavras de consolação que lhe aditeis. Não, não é apenas isso o que Deus exige de vós. A caridade sublime, que Jesus ensinou, também consiste na benevolência de que useis sempre e em todas as coisas para com o vosso próximo. Podeis ainda exercitar essa virtude sublime com relação a seres para os quais nenhuma utilidade terão as vossas esmolas, mas que algumas palavras de consolo, de encorajamento, de amor, conduzirão ao Senhor supremo.
Estão próximos os tempos, repito-o, em que nesse planeta reinará a grande fraternidade, em que os homens obedecerão à lei do Cristo, lei que será freio e esperança e conduzirá as almas às moradas ditosas. Amai-vos, pois, como filhos do mesmo Pai; não estabeleçais diferenças entre os outros infelizes, porquanto quer Deus que todos sejam iguais; a ninguém desprezeis. Permite Deus que entre vós se achem grandes criminosos, para que vos sirvam de ensinamentos. Em breve, quando os homens se encontrarem submetidos às verdadeiras leis de Deus, já não haverá necessidade desses ensinos: todos os Espíritos impuros e revoltados serão relegados para mundos inferiores, de acordo com as suas inclinações.
Deveis, àqueles de quem falo, o socorro das vossas preces: é a verdadeira caridade. Não vos cabe dizer de um criminoso: ~ um miserável; deve-se expurgar da sua presença a Terra; muito branda é, para um ser de tal espécie, a morte que lhe infligem." Não, não é assim que vos compete falar. Observai o vosso modelo: Jesus. Que diria ele, se visse junto de si um desses desgraçados? Lamentá-lo-ia; considerá-lo-ia um doente bem digno de piedade; estender-lhe-ia a mão. Em realidade, não podeis fazer o mesmo; mas, pelo menos, podeis orar por ele, assistir-lhe o Espírito durante o tempo que ainda haja de passar na Terra. Pode ele ser tocado de arrependimento, se orardes com fé. E tanto vosso próximo, como o melhor dos homens; sua alma, transviada e revoltada, foi criada,
195 como a vossa, para se aperfeiçoar; ajudai-o, pois, a sair do lameiro e orai por ele. Elisabeth de
França. (Havre, 1862.)
sexta-feira, 10 de junho de 2011
ORIGENS DO AMANHECER
Mais uma contribuição de nosso irmão e amigo Kazagrande, pra enriquecer nosso blog!
Informamos que temos o aval , para postar assuntos feitos por ele, o que nos dá tranquilidade , em poder passar aos nossos seguidores , informações precisas sobre nossa Doutrina.
NESTA OPORTUNIDADE , INFORMO QUE SOU EU, LUCIA HELENA,NINFA LUA , FILHA DE DEVAS , SECRETÁRIA DO TEMPLO, QUE CUIDO DESTE BLOG!
Qualquer informação aqui postada é de total responsabilidade minha, mas até então não tive nenhuma advertência de nosso Adjunto Aralton e sua coordenadora, sobre nosso trabalho.
Agradecemos o carinho recebido e nos colocamos , sempre , à disposição de todos .
Saudações fraternas desta irmã, que aceita sugestões !
Carinhosamente , Lucia helena
| N E I V A A porta da casa se abriu e a pessoa que eu havia conduzido fez sinal para que me aproximasse. Saí do carro com má vontade e entrei na casa modesta. Na pequena sala estava sentada uma senhora de uns quarenta anos, modestamente vestida, em cuja figura se destacavam os cabelos longos e os olhos pretos, penetrantes. Foi-me apresentada como “dona Neiva” e eu, muito a contragosto, aceitei o cafezinho. Mas não podia despregar os olhos dela. Fez-se silêncio por alguns minutos, e ela ficou me olhando, com ar pensativo. Minha passageira falava sem cessar, elogiando as qualidades da anfitriã, mas eu mal a ouvia. Entre a dona da casa e eu havia se estabelecido um rapport, e o mundo cessara momentaneamente de existir. Depois das amenidades de costume, ela me surpreendeu com suas palavras: - O senhor está sofrendo muito. – disse ela – Será que não poderia voltar aqui para conversarmos? - Como é que a senhora sabe? – retruquei – O quê a senhora está vendo? - Volte aqui e eu lhe direi. Veja se pode voltar hoje à noite. – respondeu ela – Venha que eu quero ver o seu quadro espiritual. Despedi-me apressado, meio confuso, e o resto do dia passei mais desligado que de costume. Aquela cena e a figura de dona Neiva persistiam na minha mente e meu coração acelerava quando me lembrava da visita. Tão pronto escureceu, dirigi-me para Taguatinga. Fui admitido na mesma sala, e desagradou-me o fato de nela existirem outras pessoas. Entrei na conversa banal com relutância. Nesse tempo eu mal tinha a capacidade de ser sociável. Dona Neiva conversava com todos, e eu já desanimava da possibilidade de falar com ela a sós. Embora preparado para mais uma decepção, minha curiosidade persistia. Eram quase onze horas da noite quando ficamos relativamente sós. Digo relativamente, porque as pessoas mais íntimas se haviam retirado para a cozinha, em companhia dos familiares da dona da casa. Ela, sentada com simplicidade, cruzou os braços sobre o busto e perguntou meu nome e idade. Permaneceu em silêncio alguns minutos e, depois, começou a falar. - Seu Mário, – disse ela – o senhor é uma pessoa insatisfeita, mas tem uma grande missão a cumprir. Sua vida vai mudar completamente, e o senhor irá encontrar a realização que tanto tem procurado. A vida tem sido muito dura com o senhor, mas agora chegou a sua hora. Tire essa idéia de suicídio da cabeça. O senhor tem muito a realizar. Dito isso, ela calou-se e permaneceu me olhando como se não me visse. Meio constrangido diante do seu silêncio e descrente do que ouvira, desandei uma torrente de queixas amarguradas, eivadas de ironias, que ela ouviu pacientemente. De vez em quando fazia uma observação, e eu, mais desabafado, fui-me compenetrando de que não estava diante de uma criatura comum. Passado o primeiro momento de surpresa, notei que ela se havia referido a algumas passagens da minha vida íntima, traçando um quadro muito acurado da minha realidade. Isso, sem eu ter dito nada, ou quase nada, além do meu nome e idade! Era evidente que eu estava diante de um fenômeno novo e com todas as características de autenticidade. Como para dirimir qualquer dúvida, toda vez que ela fazia alguma afirmação, acrescentava: “Digo-lhe em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Nossa conversa foi longa e profunda. Quando deixei a casa, já de madrugada, eu havia penetrado num mundo novo. Minha vida se apresentava, então, com um quadro nítido, com uma explicação para cada fato. De repente, tudo começou a fazer sentido, a ter uma conexão lógica. Senti-me invadido por forças desconhecidas e a divisar um mundo acolhedor, no qual havia um lugar para mim! Passei o resto da noite insone e excitado. No dia seguinte, tão pronto pude livrar-me das obrigações mais prementes, corri para Taguatinga. Isso se repetiu nos dias subsequentes, e, três anos depois, em 1968, mudei-me para lá. Nesse ano, eu passei a ser um Doutrinador, de tempo integral, no modesto Templo da Ordem Espiritualista Cristã. O que se passou nesse tempo é quase inarrável, pelas características do incomum, do fantástico e do admirável. Na aparência, tanto física como social, o meu novo mundo era absolutamente vulgar. Esse fato, esse aparente lugar comum, foi o que mais contribuiu para que meus familiares, os colegas e os poucos amigos me julgassem louco. Isso é bem compreensível. A casa da Clarividente Neiva era um simples barraco alongado, que servia também como abrigo de menores abandonados. Na porta havia uma placa desbotada, com os dizeres: Orfanato Francisco de Assis. O Templo situava-se a três quarteirões de distância, no fim de uma rua sem calçamento. Feito de madeira que já fora usada várias vezes, só se distinguia como templo depois que a gente via seu interior. As pessoas que circulavam entre o Templo e a Casa Grande, como era chamada a casa de Neiva, eram, em sua maioria, de aparência modesta. Mas, havia sempre um ou mais carros vistosos, parados num ou noutro desses locais. As atividades se concentravam no interior desses dois edifícios – o Templo e a Casa Grande. O freqüentador casual pouco via nessas atividades além do lugar comum. Mas, sob essa aparência casual, vulgar, passavam-se os maiores fenômenos espirituais. Ali se vivia entre dois planos, graças à Clarividente Neiva. Centenas de pessoas tinham suas vidas equacionadas e os mais complicados conflitos humanos tinham solução por seu intermédio. A vida quotidiana era um constante alívio de angústias. Sem formalidades e com poucas obrigações, as pessoas iam passando por ela, de dia, de noite, nas circunstâncias mais banais, e saindo esperançadas, animadas. Só meu olhos atentos é que registravam o esdrúxulo, o fantástico de tudo aquilo. As próprias pessoas beneficiadas raramente sabiam avaliar devidamente o extraordinário das soluções que lhes aconteciam. Para a maioria, Tia Neiva era apenas uma criatura simples que atendia pacientemente e acalmava qualquer aflição. Poucos percebiam a complexa manipulação de forças que a solução de seus casos exigia. A maneira casual e simples de Neiva dizer: “Vou pedir a Deus pelo senhor...” ou, então, “Pode deixar que eu vou fazer um trabalho e as coisas vão melhorar!”, desarmam a pessoa de tal forma que seu problema já começa a ser resolvido no momento da entrevista. Mesmo na intimidade, nos raros momentos que se ficava só, sem pessoas alheias à casa, a simplicidade e o tom casual continuavam. Mas, meu espírito já estava desperto para a missão. Dia a dia minha mediunidade se abria e meus sentidos estavam alertas para tudo que acontecia. Pouco a pouco, num paciente e árduo trabalho de escuta e observação, eu colecionava fatos. Naquele ambiente pobre em seu exterior material, aconteciam os mais variados fenômenos mediúnicos. Os mais visíveis eram as incorporações, quase sempre feitas na intimidade, longe de olhos profanos. As pessoas que viviam em torno de Neiva eram simples, sem escolaridade, e avessas à racionalização. Estavam tão acostumadas com os fenômenos, que nada as espantava. As presenças do mundo espiritual e do etérico invisível eram corriqueiras. Vez por outra, um fato mais contundente chamava a atenção e era comentado durante muitos dias, colorido com lances imaginosos. O que mais me impressionava era a inconsciência humana que cercava Neiva. E assim, com displicência, em meio a uma refeição ou um ato caseiro qualquer, eu colhia respostas de perguntas milenares, de interrogações que os filósofos e os cientistas faziam há muito. Minhas perguntas curiosas logo me granjearam o apelido de “o intelectual”. Mas minha curiosidade era satisfeita com dificuldade. Cedo aprendi que a posição de um ser excepcional, que vive, simultaneamente, no transcendental e no temporal, é complexa e difícil em relação ao meio. Neiva via as coisas como elas realmente eram, mas não podia falar, mal podia comunicar. Tinha ela que se ater à capacidade de cada um e, principalmente, ao estágio evolutivo de cada interlocutor. Jesus definiu bem essa posição quando disse “que não se deve dar pérolas aos porcos”... Outra coisa, que logo aprendi, é que as revelações não me eram feitas em função da minha capacidade intelectual ou cultural; eu as percebia por um merecimento de outra ordem, um estado sutil, notado apenas de relance. Assim é que entendi aquele máxima iniciática, que diz: “Quando o discípulo está preparado, o mestre aparece!” Do contraste entre minha maneira de ser e a da Clarividente Neiva é que pude avaliar minhas imperfeições, meu atraso espiritual. Logo perdi as pretensões de ser um iniciado, pois a distância era muito grande. Dolorosamente, dia por dia, fui percebendo a luta que se travava em mim, entre a personalidade transitória e a individualidade transcendental; a luta entre eu e meu espírito; a briga entre Deus e o Diabo. Depressa, desisti de querer me tornar igual à Clarividente, pelo simples fato de ela viver em dois planos ao mesmo tempo. Sua intimidade com o mundo do espírito, mediante um simples ato de mediunização, obriga-a a dar precedência aos atos do espírito. Eu, como todas as criaturas comuns, sou obrigado a longas lutas para tomar uma decisão e, mesmo assim, às vezes tomo a decisão errada. O ser comum decide por tentativas, erros e acertos. A Clarividente não erra, não pode errar, a não ser nas coisas que se referem a ela mesma. Uma palavra sua constrói ou destrói uma vida. Eu conhecia alguma coisa do Espiritismo tradicional, principalmente do Kardecismo ortodoxo. Na minha ignorância, atribuía, subjetivamente, poderes extraordinários aos espíritos. Como todos que acreditam na comunicação com eles, eu achava suas palavras como mais credenciadas que as dos seres encarnados. Logo, porém, compreendi a precariedade dessa posição, diante de duas razões fundamentais: a imperfeição nas comunicações e o respeito que os espíritos têm pelo livre arbítrio humano. A Clarividente Neiva é, também, um caso raro, só dado aos clarividentes, de ser um médium de incorporação inconsciente. Os espíritos que comunicam por seu intermédio o fazem livres de qualquer interferência dela, mas raramente dão conselhos ou orientação que decidam o assunto pela pessoa. Mantêm-se, sempre, no terreno do geral, das profecias que exigem elaboração do interlocutor para serem entendidas. Quando recebiam perguntas de ordem pessoal, davam orientação doutrinária e sugeriam à pessoa que consultasse Neiva, depois. A Clarividente tem, como os espíritos, acesso ao passado e ao futuro das pessoas. Mas tem, sobre eles, a vantagem da vida humana, de viver quotidianamente e conhecer os valores correntes. Percebi, então, que Neiva não só consultava os espíritos, como era consultada por eles. E, assim, fui vivendo e aprendendo. O mosaico de meu conhecimento, acrescentado da minha experiência de homem maduro, facilitaram minha “doutrinação” e me permitiram dirigir trabalhos mediúnicos. Aos poucos, tornei-me dirigente, não tanto pelas minhas qualidades, e, sim, pela minha disponibilidade. Eu conseguira, por alto preço, desligar-me das obrigações comuns e, assim, aos poucos, fui-me integrando na minha missão. Na proporção em que ela se delineava, eu compreendia melhor a profundidade da missão de Neiva. Sua vida é a vivência crística integral, que vive e dá testemunho. É um superser constante, que nunca se cansa, nunca pára, e sua tolerância chega a ser irritante! Depois de sete anos de vida ao seu lado, compreendi que esse ser representa o Espírito da Verdade, e que sua missão fundamental é nos preparar para o futuro. Entretanto, esse preparo não é feito por uma profecia específica, mas pela sua própria vida profética. A profecia é ela mesma, vivendo as coisas que transmite. E ela, agora, nos traz as notícias dos fatos que irão acontecer nas próximas três décadas, principalmente daqueles que irão ter seu ápice no ano decisivo de 1984! 1º Mestre Sol Trino Tumuchy] Mestre Mário Sássi |
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