quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O HOMEM E A MULHER

São iguais perante Deus o homem e a mulher e têm os mesmos direitos?






Esta pergunta foi feita, no século XIX, por Allan Kardec aos Espíritos Superiores, e a resposta deles foi uma contrapergunta:

Não outorgou Deus a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir?

Os Benfeitores lançaram, em pleno século XIX, um desafio para a sociedade da época, que tinha no homem um ser superior à mulher, a quem esta devia obediência e respeito.

É incontestável que homens e mulheres têm os mesmos direitos, com variações apenas quanto às funções que cabem a cada um junto à sociedade.

Sobre essa questão, Kardec perguntou aos Espíritos:

As funções a que a mulher é destinada pela Natureza terão importância tão grande quanto as deferidas ao homem?

Eis a resposta:

Sim, maior até. É ela quem lhe dá as primeiras noções de vida.

Nessa afirmativa dos Benfeitores, fica claro que a maternidade é uma das funções que cabe à mulher, bem como as primeiras noções de educação.

Victor Hugo, poeta e romancista francês que viveu no século XIX, escreveu uma belíssima página sobre o homem e a mulher, que vai aqui reproduzida:

O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher é o mais sublime dos ideais.







Deus fez para o homem um trono; para a mulher, um altar. O trono exalta; o altar santifica.

O homem é o cérebro; a mulher o coração. O cérebro produz luz; o coração, o amor. A luz fecunda; o amor ressuscita.

O homem é o gênio; a mulher o anjo. O gênio é imensurável; o anjo indefinível.

A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher, a virtude extrema. A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.

O homem tem supremacia; a mulher, a preferência. A supremacia representa a força; a preferência o direito.

O homem é forte pela razão; a mulher é invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove.

O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher, de todos os martírios. O heroísmo enobrece; o martírio sublima.

O homem é o código; a mulher, o Evangelho. O código corrige, o Evangelho aperfeiçoa.

O homem é um templo; a mulher um sacrário. Ante o templo, nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamo-nos.

O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano; a mulher, um lago. O oceano tem a pérola que o embeleza, o lago tem a poesia que o deslumbra.

O homem é a águia que voa; a mulher, o rouxinol que canta. Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência; a mulher tem uma estrela: a esperança. O farol guia, a esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra; a mulher, onde começa o Céu.

* * *

O homem é, assim como o pássaro, muitas vezes obrigado a enfrentar a tempestade, fora do ninho, para que o ninho desfrute alegria e abastança.

A mulher é o anjo desse mesmo ninho em que o homem procura paz e refazimento.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


SOBRE O CARNAVAL

EMMANUEL




Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.

É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.

Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só
os longos aprendizados fazem desaparecer.

Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.

Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.

Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. 

Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? 

Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretenciosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.

É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.

Emmanuel

MAIS UMA COLABORAÇÃO DO MESTRE KAZAGRANDE


É interessante avaliar como as coisas fluem quando estamos em sintonia. Pena que ainda é tão difícil se manter em sintonia às 24 horas do dia. Mas chegaremos lá!

Em nossa vida, previamente traçada nos planos espirituais antes de nossa encarnação, acertamos nossos encontros e reencontros, nossos reajustes, nossos sucessos e nossas provas. Escolhemos verdadeiramente tudo! E, por vezes, na ansiedade de querer evoluir o máximo possível, e acertar as contas com aqueles que fizemos sofrer por não saber amar, acabamos pedindo demais. Ignoramos as recomendações sobre as dificuldades da vida física, da personalidade transitória e confiamos no conhecimento da necessidade real do reequilíbrio.

Quando então, encarnados, passamos pelas duras provas. Nos rebelamos contra o destino que escolhemos livremente e queremos aproveitar mais da vida física e do que nosso corpo nos proporciona. Queremos as riquezas, o conforto, o bem estar, e outras possibilidades das quais já desfrutamos e não soubemos aproveitar, nos obrigando a passar pelas privações que agora julgamos injustas.

E continuamos com pressa... Queremos queimar etapas, seguir em frente o mais rapidamente possível, progredir material e espiritualmente tudo de uma só vez.

Tudo vem ao seu tempo! Esta máxima de nossas Entidades de Luz, sempre que a ouvimos ficamos com a sensação de que ainda falta uma eternidade para a realização.

Dessa forma acontecem os desvios do caminho traçado. Por não sabermos aguardar o tempo certo, nos envolvemos em situações provocadas por nossa ansiedade em não “poder esperar mais”.

Questionando a Pai João qual o tempo certo, ele me ensinou a observar a minha intuição. Quantas vezes “sentimos” que algo vai acontecer, de bom ou ruim? Quantas vezes uma “doce voz” sopra em nossos ouvidos conselhos sobre o quê passará se insistimos em determinada ação? Infelizmente, pelo nosso desejo, muitas vezes até mesmo nobre, ignoramos estes conselhos, ou questionamos a fidelidade daquela intuição.

Restam ainda os pequenos sinais em que o Universo conspira para que sigamos naturalmente o desenrolar dos caminhos traçados. Pequenas situações se passam aos nossos olhos dando-nos a chance de avaliar o quê poderia passar conosco. Uma mensagem, um email, um amigo, ou até mesmo um estranho, por vezes vêm nos avisar sobre o natural caminho a ser seguido.

Tudo conspira para o que efetivamente deve ser feito! O caminho traçado por nós e a seguir seguido é sempre o mais natural. Questionamos apenas pelos clamores da alma, e não do espírito. Nossa personalidade grita pelo que desejamos e nosso espírito nos impele ao que precisamos. Estaremos sempre no lugar certo, com as pessoas certas e na hora certa para passar pelas situações que naturalmente chegam ao nosso encontro. Nada será por acaso.

Quando nos rebelamos e não escutamos nossas Entidades e ignoramos os sinais que o próprio Universo nos mostra, através de coisas simples do dia a dia, tudo dá errado! Nada flui naturalmente. Aquilo que começa bem termina inexplicavelmente de forma abrupta e mal resolvida.

É possível que esteja deixando passar despercebido estes sinais... Que não tenha atentado para o que acontece a sua volta lhe impelindo de seguir o curso natural de sua vida. É possível que até mesmo estas linhas sejam um sinal para você, como é para mim, agora ao reler o quê escrevi.

Somente nós mesmos é que evitamos ou atrasamos nossa evolução, pois nossa jornada, simples ou complicada, foi traçada para obter sucesso! Sempre para evoluir e reajustar.

Temos uma meta a ser atingida e tudo está traçado para nosso sucesso. Deus está a nosso favor para auxiliar a vencer nesta missão. Pensando nesta evolução, confiemos nos sinais que nos chegam, nas mensagens que nos encontram, no caminho que se abre!

O caminho natural é, sem sombra de dúvidas, o caminho a ser seguido. Quando erramos, sentiremos os sinais para a mudança... Mas estes, prometo escrever mais tarde! Um fraterno abraço,

Kazagrande

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A IMPORTÂNCIA DO CASAMENTO





Geralmente, é na juventude do corpo que temos despertado o interesse em buscar o sexo oposto para compartilhar dos nossos sonhos.

Quando encontramos a alma eleita, o coração parece bater na garganta e ficamos sem ação.

Elaboramos frases perfeitas para causar o impacto desejado, a fim de não sermos rejeitados.

Então, tudo começa.

O namoro é o doce encantamento.

Logo começamos a pensar em consolidar a união e nos preparamos para o casamento.

Temos a convicção de que seremos eternamente felizes.

Nada nos impedirá de realizar os sonhos acalentados na intimidade.

Durante a fase do namoro é como se estivéssemos no cais observando o mar calmo que nos aguarda, e nos decidimos por adentrar na embarcação do casamento.

A embarcação se afasta lentamente do cais e os primeiros momentos são de extrema alegria.

São os minutos mais agradáveis.

Tudo é novidade.

Mas, como no casamento de hoje observa-se a presença do ontem, representada por almas que se amam ou se detestam, nem sempre o suave encantamento é duradouro.

Tão logo os cônjuges deixem cair as máscaras afiveladas com o intuito de conquistar a alma eleita, a convivência torna-se mais amarga.

Isso acontece por estarem juntos Espíritos que ainda não se amam verdadeiramente, que é o caso da grande maioria das uniões em nosso planeta.

Assim sendo, tão logo a embarcação adentra o alto mar, e os cônjuges começam a enfrentar as tempestades, o primeiro impulso é de voltar ao cais.

Mas ele já está muito distante...

O segundo impulso é o de pular da embarcação. E é o que muitos fazem.

E, como um dos esposos, ou os dois, têm seus sonhos desfeitos, logo começam a imaginar que a alma gêmea está se constituindo em algema e desejam ardentemente libertar-se.

E o que geralmente fazem é buscar outra pessoa que possa atender suas carências.

Esquecem-se dos primeiros momentos do namoro, em que tudo era felicidade, e buscam outras experiências.

Alguns se atiram aos primeiros braços que encontram à disposição, para logo mais, sentirem novamente o sabor amargo da decepção.

Tentam outra e outra mais, e nunca acham alguém que consolide seus anseios de felicidade. Conseguem somente infelicitar e infelicitar-se, na busca de algo que não encontram.


Se a pessoa com quem nos casamos não é bem o que esperávamos, lembremo-nos de que, se a escolha foi feita pelo coração, sem outro interesse qualquer, é com essa pessoa que precisamos conviver para aparar arestas.

Lembremo-nos de que na Terra não há ninguém perfeito, e que nossa busca por esse alguém será em vão.

E se houvesse alguém perfeito, esse alguém estaria buscando alguém também perfeito que, certamente, não seríamos nós.

* * *

Os casamentos são programados antes do berço.

Assim, temos o cônjuge que merecemos e o melhor que as Leis Divinas estabeleceram para nós.

Dessa forma, busquemos amar intensamente a pessoa com quem dividimos o lar, pois só assim conseguiremos alcançar a felicidade que tanto almejamos.

Redação do Momento Espírita.
       Reconhece você que a sua resistência precisa aumentar; por isso mesmo não despreze o esforço no bem algum tanto a mais além do nível.
       Se o trabalho parece estafante, suporte mais um pouco as dificuldades em que se lhe envolvem os encargos.
      Onde lhe pareça já haver exercitado o máximo de humildade, apague-se um tanto mais em favor de outrem para que seu grupo alcance a segurança ideal.
      Demonstre um pouco mais de paciência nos momentos de inquietação e evitará desgostos incalculáveis.
      Abstenha-se algo mais de reclamações mesmo justas, no que se reporta aos seus interesses pessoais e observará quanta simpatia virá ao seu encontro.
     Mostre um pouco mais de serenidade nos instantes de crise e você se transformará no apoio providencial de muita gente.
     Confie algo mais na proteção da Bondade Divina e conseguirá superar obstáculos que se lhe figuravam intransponíveis.
     Nos dias de enfermidade agüente um tanto mais as dificuldades e você apressará as suas próprias melhoras de maneira imprevisível.
     Tolere um tanto mais as intrigas que, por ventura, lhe assediem o campo de ação, sem lhes oferecer qualquer importância e defenderá a sua própria felicidade, com inesperado brilhantismo.
     Você vive no mundo em meio de provas e lutas, desafios e necessidades, ao modo de aluno entre as lições de que precisa na escola, em favor do próprio aproveitamento; aprenda a suportar os convites ao bem dos outros e você ganhará os melhores valores da resistência.


André Luiz - Respostas da Vida (Francisco Cândido Xavier)