terça-feira, 3 de janeiro de 2012

VAGABUNDOS MENTAIS


  Muitas pessoas hoje em dia se enquadram nessa classificação de vagabundos mentais. Pessoas que não se interessam em queimar alguns neurônios para a aquisição de conhecimentos.

  Não abrem sequer um livro, sentem enfado em conversas que as façam pensar, dormem em palestras que julgam técnicas demais e desejam que os outros sejam sempre aqueles que têm a obrigação de lhes passar conhecimento.

  São verdadeiras sanguessugas que se instalam em templos religiosos e na vida das pessoas, sugando-lhes o quanto podem, para não sentirem-se forçados a conquistar valores pelo próprio suor.

  Afinal, pensam, porque me esforçar por adquirir conhecimento se posso simplesmente ligar a Rádio Boa Nova e ouvi-la o dia todo? Não é ela grande fonte de estudos 24h. por dia, todos os dias da semana?

  Sim, sem dúvidas… mas não se pode daí pensar que tudo o que vem da Boa Nova seja a verdade, assim como de qualquer outra fonte de consulta. Digo a Boa Nova, pois é ela, hoje em dia, uma das maiores divulgadoras da Doutrina Espírita e que tem feito um excelente trabalho nesse sentido.

  Porém, tais pessoas não se importam em pensar e daí vemos nos dias atuais um Espiritismo confuso, feito por pessoas confusas que não sabem pesar as informações que recebem. Acham tudo lindo, mas se perguntarmos pra elas o que elas entendem dessa “lindeza toda”, engasgam em palavras, balbuciam e não dizem nada.

  Todos somos sujeitos a erros e podemos estar sinceramente errados quanto a certos modos de pensar. Se soubermos dessa condição de todo ser humano, precisamos estar atentos às informações que recebemos, filtrando tais informações.


  Ler um pouco mais não custa nada, mas ler coisa boa.

André Ariovaldo

domingo, 1 de janeiro de 2012

FELIZ ANO NOVO

Toda vez que o ano vai chegando ao fim, parece que todos vamos manifestando cansaço maior.

Seja porque as festas se multipliquem (são formaturas, casamentos, jantares de empresas), seja porque já nos vamos preparando para as viagens de férias de logo mais.







De uma forma ou de outra, é comum se escutar as pessoas desabafarem dizendo que desejam mesmo que se acabe logo o ano.

Quem muito sofreu, deseja que ele se acabe e aguarda dias novos, de menos dores.

Quem perdeu amores, deseja que ele se acabe de vez, na ânsia de que os dias que virão consigam trazer esperanças ao coração esfacelado pelas ausências.

Quem está concluindo algum curso e deu o máximo de si, deseja que os meses que se anunciam cheguem logo, para descansar de tanto esforço.

E assim vai. Cada um vai pensando no ano que se finda no sentido de deixar algo para trás. Algo que não foi muito bom.

Naturalmente, muitos são os que veem findar os dias do ano com contentamento, pois eles lhe foram propícios. Esses, almejam que os dias futuros reprisem esses valores de alegria, de afeto, de coisas positivas.

Ano velho, ano novo. São convenções marcadas pelo calendário humano, em função dos movimentos do planeta em torno do astro rei.

Contudo, psicologicamente, também nos remetem, sim, a um estado diferente.

Como Deus nada faz, em Sua sabedoria, sem um fim útil, também assim é com a questão do tempo como o convencionamos.

Cada dia é um novo dia. A noite nos fala de repouso. A madrugada nos anuncia oportunidade renovada.

Cada ano que finda nos convida a deixarmos para trás tudo de ruim, desagradável que já vivenciamos, permitindo-nos projetar planos para o futuro próximo.

Por tudo isso, por esta ensancha que a Divindade nos permite a cada trezentos e sessenta e cinco dias, nesta Terra, pense que você pode melhorar a sua vida no ano que se anuncia.

Comece por retirar de sua casa tudo que a atravanca. Libere-se daquelas coisas que você guarda nos armários, na garagem, no fundo do quintal.

Coisas que estão ali há muito tempo, que você guarda para usar um dia. Um dia que talvez nunca chegue. Pense há quanto tempo elas estão ali: meses, anos... Esperando.

São roupas, calçados, livros, discos antigos, utensílios que você não usa há anos. Libere armários, espaços.

Coisas antigas, superadas são muito úteis em museus, para preservação da memória, da evolução da nossa História.

Doe o que possa e a quem seja mais útil.

Sinta o espaço vazio, sinta-se mais leve.

Depois, pense em quanta coisa inútil você guarda em seu coração, em sua mente.

Mágoas vividas, calúnias recebidas, mentiras que lhe roubaram a paz, traições que o deixaram doente, punhais amigos que lhe rasgaram as carnes da alma...

Alije tudo de si. Mentalmente, coloque tudo em um grande invólucro e imagine-se jogando nas águas correntes de um rio caudaloso que as levará para além, para o mar do esquecimento.

Deseje para si mesmo um ano novo diferente. E comece leve, sem essa carga pesada, que lhe destrói as possibilidades de felicidade.

Comece o novo ano olhando para frente, para o alto. Estabeleça metas de felicidade e conquistas.

Você é filho de Deus e herdeiro do Seu amor, credor de felicidade.

Conquiste-a. Abandone as dores desnecessárias, pense no bem.

Mentalize as pessoas que são amigas, que o amam, lhe querem bem.

Programe-se para estar mais com elas, a fim de, fortalecido, alcançar objetivos nobres.

Comece o ano pensando em como você pode influenciar pessoas, ambientes, com sua ação positiva.

Programe-se para vencer. Programe-se para fazer ouvidos moucos aos que o desejam infelicitar e avance.

Programe-se para ser feliz. O dia surge. É ano novo. Siga para a luz, certo que com vontade firme, desejo de acertar, Jesus abençoará as suas disposições.

É ano novo. Pense novo. Pense grande. Seja feliz.



Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011




AS CORRENTES 







Corrente mediúnica é o conjunto de espíritos empenhados numa tarefa específica, uma missão comum que os identifica.
Parte desses espíritos estão situados nas esferas superiores e outros estão encarnados.






 Como conjuntos, eles se reúnem em falanges.
Cada corrente é conhecida, na Terra, pelo tipo de trabalho que executa através dos médiuns a ela filiados. Para que haja a filiação, é necessário que o médium se afine, isto é, que a sua sintonia se ajuste ao padrão vibratório do grupo.
A atração do médium, para um tipo de corrente determinada, se faz por laços cujas raízes são anteriores à presente encarnação. Quando esses laços não existem, o médium dificilmente se ajusta ao trabalho.
Não é, pois, o exame objetivo, segundo critérios humanos, que determina a junção. Todos os grupos são bons para aqueles que se afinam com eles. Não há grupos melhores ou piores, mas apenas grupos. A crítica aos conjuntos, sejam doutrinários ou religiosos, ou a idéia de que um tem a verdade e outro não, absolutamente não procede, em termos do transcendente. A verdade está no ser humano, no íntimo do seu espírito, que é inexprimível por um conjunto dogmático ou mesmo doutrinário.
Talvez, se falarmos da verdade em termos de realidade, possamos dizer que um grupo doutrinário, ou melhor, uma doutrina, corresponde, em determinado momento, a realidades do conjunto humano e melhor se adaptem às necessidades do momento.
É assim que as correntes fazem sentido. Exemplifiquemos:
Em dado momento de nossa época, certos espíritos dos planos superiores preocuparam-se com os rumos tomados nos processos de cura, na Terra, em termos de Mediunismo. 








As superstições medravam mais do que as ervas usadas nas curas, afastando, cada vez mais, a medicina científica das possibilidades mediúnicas.
Com essa preocupação, eles foram ao Cristo e pediram permissão para consertar essa situação na Terra. Essa falange era composta de espíritos cuja maioria já havia sido encarnada na Europa, principalmente na Alemanha, onde haviam exercido a Medicina. Recebida a autorização, eles começaram a incorporar em médiuns de efeitos físicos e fazer curas, predominando no Brasil. A partir daí, começaram a aparecer curadores tipo Zé Arigó e outros. Formou-se, então, uma corrente, cuja evolução vem sendo notável. Do sensacionalismo das curas, feito talvez com a idéia de despertar atenção, a mediunidade de cura está ingressando num quadro mais harmônico de entrosamento com a Medicina da Terra. Isso explica, também, o porquê dos espíritos curadores se apresentarem  como “Doutor Fritz”, um diminutivo de Francisco, em alemão. Simples problema didático, visando capitalizar o prestígio dos médicos alemães. Assim, temos correntes especializadas em todos os ramos da vida na Terra:  de cura, de desobsessão, de vida intelectual, científica, etc.


Trino Tumuchy
falanges, quer dizer, se afinam em grupos de sete espíritos, formando hierarquias, cujo número é sempre um múltiplo de sete.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011


 
O Valor do Tempo






A palavra de Jesus é sempre certa. Não há como fugir dela. Em todos os lugares,
resplandece o seu verbo infinito de bondade e amor.  A compreensão destas
verdades faz o homem se preocupar com seu amanhã com outros olhos. Porque
fazer isto e não aquilo passam a ser decisões sábias no dia-a-dia.  A consciência
desperta começa a dar os seus primeiros passos. Esta inquietude é positiva, pois,
ao pensar muitas vezes no que vai fazer, o homem reflete sobre a vida e sobre si
mesmo.
O depósito que Deus colocou nas nossas mãos é precioso. Não devemos dispensar
as nossas atenções com coisas fúteis. O nosso tempo é precioso para ser aplicado
de maneira estéril, portanto, muito cuidado com o que faz. A certeza que teremos
sempre um amanhã faz-nos, muitas vezes, adiar um compromisso que poderia ser
executado hoje, adiando hoje o que deve ser feito neste momento,  estaremos
adiando a nossa própria vida.  É um descarrego de nossas atenções a ser
devidamente cuidado.
A perspectiva da nossa vida na Terra é muito pequena. Quando abrirmos os olhos
para perceber o que fizemos efetivamente com ela,  veremos que boa parte dela
já se foi, por isso é que é muito importante a vigilância.  "Vigiar e orar", ensinava o
Nosso Senhor Jesus Cristo exaustivamente para não desperdiçar o valoroso tempo
que Ele nos concedeu. Ah! Se tivéssemos consciência do valor do tempo, teríamos
certamente outro comportamento nas nossas vidas, enquanto houver amanhã...
A responsabilidade que assumimos perante Deus antes de voltar a Terra é enorme.

(Obra: Novas Utopias - Medium Carlos Pereira/Espírito Dom Helder Camara)
Jesus, o Mestre dos mestres, tinha sempre palavras de estímulo aos que O seguiam.




Ninguém como Ele utilizou de forma tão excelente os vocábulos de incentivo a quem pretendesse estar com Ele.

É assim que nos credencia a herdeiros do Universo, pois que somos filhos do Pai que tudo criou, bem como nos chama Filhos da Luz, ramos da videira, aqueles que podem fazer tudo o que Ele fez e muito mais.

De forma amiúde, ficamos nos questionando a respeito de algumas de Suas afirmativas.

Por nos considerarmos tão pequenos, tão distantes da grandeza de que Se reveste o Mestre de Nazaré, indagamo-nos se Ele estaria certo ao nos ofertar tais credenciais.

Filhos da Luz? Nós, que nos sentimos ainda tateando em sombras densas?

Andar no mundo como Filhos da Luz, enquanto temos luz? De que luz dispomos? De que intensidade é nossa luz?

Então, nos lembramos do valor de um fósforo em plena escuridão.

Quando o breu se faz porque a energia elétrica sofre uma pane, como a luz débil de um fósforo faz a grande diferença!

Disse alguém que nos podemos considerar como um fósforo aceso.

Sim, a chama não ilumina grande distância, mas faz a diferença entre a escuridão total e uma pequena claridade.

Claridade que nos retira, por breves segundos, embora, da insegurança total das trevas.

Claridade que nos permite ver o outro, perceber que não estamos sós, que mais alguém compartilha conosco daquela situação. E nos darmos as mãos.

Claridade que nos permite ir em busca de uma lanterna, de uma vela, de um lampião.

Ou, se nada disso se tiver, acender um outro fósforo. E outro, e mais outro.

Quem sabe, fazer um clarão maior, enquanto a energia elétrica não se restaura.

Em se tratando da sociedade, podemos imaginar o mesmo valor dessa pequena luz.

Se somos um fósforo de dignidade que se acende quando a corrupção anda à solta, fazemos a diferença.

Porque a nossa chama mostra a outros o nosso valor e motiva a que os demais resolvam acender a sua própria chama.

Se, em meio à indiferença geral, somos o fósforo que aquece a alma e a vida de quem sofre; se em meio à covardia moral, mostramos a luz da correta conduta; se, enfim, somos a pequenina chama da amizade, da justiça, da fé, quanta luz espalharemos por onde passarmos?

Tinha, portanto, toda razão Jesus ao nos estimular a andar no mundo como Filhos da Luz, andar enquanto tivermos luz.

A luz ilumina onde se apresente e mostra cores, onde somente havia trevas;

Mostra pessoas onde somente havia solidão; acena esperança onde grassa a infelicidade.

Pensemos nisso e atendamos ao incentivo do Mestre de Nazaré.

Não nos preocupemos com a chama pequena, oscilante ou de duração efêmera.

Mostremos nossa luz. Mesmo que somente seja para acender outra luz.

Será a nossa contribuição para o mundo de alegrias, risos e cores que todos desejamos para nós, para nossos filhos, para as gerações futuras.