O ódio
10. Amai-vos uns aos outros e sereis felizes. Tomai sobretudo a peito amar o que vos inspiram indiferença, ódio, ou desprezo. O Cristo, que deveis considerar modelo, deu-vos o exemplo desse devotamento, Missionário do amor, ele amou até dar o sangue e a vida por amor, Penoso vos é o sacrifício de amardes os que vos ultrajam e perseguem; mas, precisamente, esse sacrifício é que vos torna superiores a eles. Se os odiásseis, como vos odeiam, não valeríeis mais do que eles. Amá-los é a hóstia imácula que ofereceis a Deus na ara dos vossos corações, hóstia de agradável aroma e cujo perfume lhe sobe até o seio. Se bem a lei de amor mande que cada um ame indistintamente a todos os seus irmãos, ela não couraça o coração contra os maus procederes; esta é, ao contrário, a prova mais angustiosa, e eu o sei bem, porquanto, durante a minha última existência terrena, experimentei essa tortura. Mas Deus lá está e pune nesta vida e na outra os que violam a lei de amor. Não esqueçais, meus queridos filhos, que o amor aproxima de Deus a criatura e o ódio a distancia dele. - Fénelon, (Bordéus, 1861.)
(O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XII)
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Perdoa todos quantos te ofendem, sem manter qualquer tipo de ressentimento
em relação ao mal que pensaram fazer-te.
Nunca cedas ao mal, descendo ao nível dos maus.
Perdoar não significa concordar com o ato infame nem com a pessoa desatinada.
Constitui o ato de não revidar com o mesmo mal, aquele que lhe é dirigido,
permanecendo em melhor situação emocional do que o seu antogonista e em paz.
(Obra: Libertação Pelo Amor - Divaldo Franco/Joanna de Ângelis)
quinta-feira, 22 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Quando a vida começa!...
Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina na mão.
A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando. Porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho... Porque pensa que não é importante.
A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas.
Pesa demais...
Então você pode escolher:
Ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil.
Pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.
Ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala. Mas o que tirar?
Você começa tirando tudo para fora, e vendo o que tem dentro...
Amizade...
Amor...
Amizade...
Amor...
Amor...
Amizade...
Nossa!Tem bastante, e curioso... Não pesa nada!
Mas tem algo pesado... Você faz força para tirar...
É a raiva, como ela pesa.
Ai você começa a tirar, tirar, e aparecem à incompreensão, o medo, o pessimismo...
Nesse momento, o desânimo quase te leva para dentro da mala...
Mas você puxa-o para fora com toda a força, e aparece um sorriso, que estava sufocada no fundo de sua bagagem...
Pula para fora outro sorriso e mais outro, e ai saem à felicidade...
Você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira para fora a tristeza...
Agora, você vai ter que procurar a paciência dentro da mala, pois você vai precisar bastante... e como vai...
Procure então o resto:
Força, esperança, coragem, entusiasmo, equilíbrio, responsabilidade, tolerância, bem humor.
Tira a preocupação também, e deixa de lado. Depois você pensa o que fazer com ela... Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo! Mas pensa bem o que você vai colocar lá dentro.
Agora é com você... E não se esqueça de fazer isso mais vezes, ok?
Pois o caminho é muuuuito, muito longo!
Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina na mão.
A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando. Porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho... Porque pensa que não é importante.
A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas.
Pesa demais...
Então você pode escolher:
Ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil.
Pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.
Ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala. Mas o que tirar?
Você começa tirando tudo para fora, e vendo o que tem dentro...
Amizade...
Amor...
Amizade...
Amor...
Amor...
Amizade...
Nossa!Tem bastante, e curioso... Não pesa nada!
Mas tem algo pesado... Você faz força para tirar...
É a raiva, como ela pesa.
Ai você começa a tirar, tirar, e aparecem à incompreensão, o medo, o pessimismo...
Nesse momento, o desânimo quase te leva para dentro da mala...
Mas você puxa-o para fora com toda a força, e aparece um sorriso, que estava sufocada no fundo de sua bagagem...
Pula para fora outro sorriso e mais outro, e ai saem à felicidade...
Você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira para fora a tristeza...
Agora, você vai ter que procurar a paciência dentro da mala, pois você vai precisar bastante... e como vai...
Procure então o resto:
Força, esperança, coragem, entusiasmo, equilíbrio, responsabilidade, tolerância, bem humor.
Tira a preocupação também, e deixa de lado. Depois você pensa o que fazer com ela... Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo! Mas pensa bem o que você vai colocar lá dentro.
Agora é com você... E não se esqueça de fazer isso mais vezes, ok?
Pois o caminho é muuuuito, muito longo!
A Caminho do Amor
A caminho do amor
“Desculpismo sempre foi a porta de escape dos que abandonaram as próprias obrigações.” (2)
O chamamento divino tem sido constante ao longo dos milênios para toda a Humanidade, que, no entanto, o tem relegado a segundo plano, em favor dos interesses materiais.
- “Estou muito jovem ainda”...
- “Sou velho demais”...
- “Tenho muitos compromissos e não posso atender ao convite”...
- “A casa toma muito meu tempo”...
Deus chama as criaturas humanas para a posse dos bens espirituais, mas aqueles que são convidados, e não aceitam, não podem ser alimentados espiritualmente, não porque o alimento lhes seja negado, mas porque não estão interessados em recebê-lo. Seus focos de atenção estão voltados para as satisfações de ordem material. As evasivas para o não atendimento ao convite são tão veementes e tão convincentes, que ouvintes menos atentos ficam convencidos de que estão diante de pessoas sofredoras, e tão incapazes, que acabam por ajudá-las nessa fuga. Todavia, enganando a si próprias, terminam um dia por acordar envoltas em comprometimentos ruinosos, consequência de suas leviandades e, constrangidas, rogam a oportunidade de novas reencarnações.
O ser humano, naturalmente, volta-se para a busca da felicidade, da realização pessoal. É como uma intuição que tem do próprio futuro, ainda que de forma nebulosa. Mesmo sem ter essa certeza, ele a procura, como algo pleno, ignorando que, na verdade, essa é a nossa destinação, como Espíritos imortais que somos.
O fato é que não temos, ainda, a perfeita compreensão da nossa identidade. Não sabemos quem somos, de onde viemos, para onde vamos. Ignoramos a nossa condição de filhos de Deus, de seres espirituais, portadores de dons, de faculdades, de forças latentes que, aos poucos, vamos desenvolvendo através do próprio esforço. Seres portadores da própria essência divina que, transitoriamente, sob vestes carnais – apenas de passagem pelo mundo –, buscam enriquecer-se com novas experiências, que o campo material oferece, favorecendo nossa condição.
Morrer é viajar, e o que levamos é somente o que somos
Entretanto, nossa atenção, sempre absorvida pelos interesses materiais, ofusca a visão da nossa vida infinita, e permanecemos iludidos, julgando que a felicidade está na satisfação dos nossos desejos imediatos; imaginando que podemos ser felizes, apenas por possuirmos isto ou aquilo; por desfrutarmos desta ou aquela posição social; por determos algum tipo de poder transitório, esquecidos da nossa realidade espiritual.
Se as necessidades materiais – transitórias – são importantes por estarmos revestidos de um corpo material, muito mais importantes são as espirituais, tendo em vista que são eternas, pois prosseguiremos vivendo, ainda mais intensamente, após a passagem pelo túmulo.
Diz-nos um Instrutor Espiritual que morrer é viajar e o que levamos é somente o que somos. Assim, todo conhecimento adquirido, todas as virtudes e dons desenvolvidos, em nossa vida material, são patrimônios eternos do Espírito. É o tesouro que não se perde, que não se tem roubado e que não pode ser devorado pelas traças. Jesus ensinou-nos a buscar, antes, o Reino de Deus e Sua Justiça, porque tudo o mais nos seria dado por acréscimo de Sua Misericórdia. Por essa razão, todo conhecimento, todas as virtudes e todas as qualidades morais representam poder espiritual, que se reflete, imediatamente, na vida material, transformando a nossa realidade por completo, em uma vida mais bela, porque em harmonia com as Leis Divinas.
E o caminho para transformarmos a nossa realidade é o caminho do amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos. Em síntese, é a prática do Bem.
O sentimento religioso que possuímos, embora não tenhamos, muitas vezes, uma religião – como a definimos –, deixa-nos em uma situação privilegiada para atendermos ao chamamento divino.
O berço é somente o início de uma viagem laboriosa
Em se tratando do espírita, particularmente, muito mais isso é verdadeiro, pois contamos com o conhecimento da vida espiritual e com a consciência de que não há fatalidade absoluta nos acontecimentos que nos cercam, porque sabemos que não somos marionetes, uma vez que somos dotados de livre-arbítrio, razão e inteligência.
Já compreendemos, perfeitamente, o que significa o ensinamento evangélico de que “a cada um será dado segundo suas obras”, endossado pelos Espíritos Superiores como Lei de Causa e Efeito e confirmado pela Ciência Humana como Lei de Ação e Reação, lei universal a nos chamar à responsabilidade dos nossos atos. Não desconhecemos a afirmativa de Jesus de que, se semearmos o bem, o bem será nossa colheita. Temos, portanto, liberdade para agir e modificar, a qualquer tempo, o nosso caminhar.
Diante dos conhecimentos com que a Doutrina Espírita nos brinda – através de estudos nobremente conduzidos – não vemos mais a ideia da reencarnação como dogma religioso ancestral, mas como um fato comprovado, cientificamente, pela Psicologia Transpessoal; temos o conhecimento de que somos Espíritos imortais; que o berço é somente o início de uma viagem laboriosa para a alma necessitada de experiência; que continuaremos vivos após o cumprimento da tarefa planetária, que nos compete realizar por Misericórdia Divina; que é permanente a comunicação e a solidariedade entre os dois planos da Vida; que quando oramos, mentalizando os entes queridos que estão na dimensão espiritual, nós os beneficiamos, os fortalecemos com nossa mensagem de amor e paz, na mesma medida em que somos amparados por eles, muitas vezes, sem suspeitarmos disso.
A luz que o Espiritismo coloca em nossas mentes faz com que não tenhamos mais dúvidas acerca da existência de muitas moradas na casa do Pai – sejam estados físicos ou conscienciais.
Que estamos fazendo com o conhecimento adquirido?
Após conhecermos as obras da codificação da Doutrina Espírita, através das mensagens de O Evangelho segundo o Espiritismo, O Livro dos Espíritos, O Céu e O Inferno, O Livro dos Médiuns e A Gênese, e de outras obras contemporâneas, psicografados por médiuns sérios e abnegados, e de estudiosos honestos em suas colocações, dando-nos informações detalhadas dos diversos mundos, que se estendem ao infinito, em perfeito acordo com as descobertas científicas de físicos, astrônomos, que nos revelam um Universo em expansão, o planeta Terra – que é hoje o nosso mundo – descortina-se como um minúsculo ponto no espaço, situado na periferia de uma modestíssima galáxia, a Via Láctea, entre bilhões de outras galáxias.
Com todo esse conhecimento, por que duvidarmos, ainda, da nossa imortalidade? Por que continuarmos, excessivamente, apegados aos interesses materiais que terminam por nos infelicitar, quando não usados com bom senso e caridade? Será que, com todas essas informações, já temos condição de responder a questões que nos acompanham a caminhada, como por exemplo: “Somos plenamente felizes?”, “Somos criaturas realizadas?”, “Como estamos vivendo?”, “O que estamos fazendo com o conhecimento adquirido, em nosso benefício e daqueles que foram colocados sob nossos cuidados para progredirem?”.
É importante refletirmos sobre a luta dos homens para solucionar os problemas sociais da pobreza, do vício, do crime, das enfermidades, por ser uma luta inglória, na medida em que vamos colecionando fracassos incontáveis, porque até então tem sido alicerçada sobre conceitos materialistas.
O homem, ignorando sua realidade espiritual, não se deu conta de que todos esses problemas têm sua origem no Espírito – orgulho, egoísmo, vaidade, ambição, avareza, possessivismo, para citar apenas alguns – e, portanto, somente pelo Espírito esses males poderão ser vencidos.
Todos temos condições de assumir tarefas no Bem
Emmanuel diz-nos que hoje estamos passando por muitas dificuldades, mas se não mais ignorarmos que a nossa realidade, hoje, é a consequência dos nossos atos de ontem – por força da Lei de Causa e Efeito, que atua mecanicamente em todo o Universo –, não podemos esquecer que temos hoje condições para criar, pela força da mesma Lei Divina, um novo destino para nós.
É fundamental termos a consciência da possibilidade de recomeçar, sempre, desde que, realmente, assim desejarmos, pois cada dia que amanhece é uma nova oportunidade que a vida nos oferece. Mas é importante sermos firmes nesse recomeço. É imprescindível não cultivarmos lembranças amargas, desfazendo-nos do pessimismo, dos enganos anteriores, das aflições que nos impedem de progredir.
Todos temos condições de assumir tarefas no Bem. As quedas que vivemos no passado e que muitas vezes nos colocam na posição de criaturas menos dignas – assim pensamos –, na qual os remorsos, sentimentos de culpa e complexos de inferioridade nos fazem estagnar num tempo ido, engessam nossas ações para o avanço em direção ao futuro.
O alívio que buscamos para a nossa libertação, encontramo-lo em Jesus, em Seu chamado para que fôssemos a Ele, atribulados que estamos, pois Ele nos aliviará.
Aceitando o convite, é inevitável o nosso encontro com o consolo, a esperança, a resignação e, mais que tudo isso, o entendimento das nossas potencialidades para caminharmos, com segurança, sobre os próprios pés, rumo a um porvir muito mais feliz.
Todos nós, sem exceção, temos ainda limitações morais para caminharmos sozinhos. Entretanto, ao toque do Evangelho em nossos corações, eis-nos transformados para o Bem, que ainda hoje podemos realizar, desfazendo o mal do passado, porque o amor cobre a multidão de pecados. E com calma, paciência e orientação segura, que os ensinamentos de Jesus nos propiciam, construiremos uma vida superior compatível com a nossa condição de filhos de Deus.
Leda Maria Flaborea
A caminho do amor
“Desculpismo sempre foi a porta de escape dos que abandonaram as próprias obrigações.” (2)
O chamamento divino tem sido constante ao longo dos milênios para toda a Humanidade, que, no entanto, o tem relegado a segundo plano, em favor dos interesses materiais.
- “Estou muito jovem ainda”...
- “Sou velho demais”...
- “Tenho muitos compromissos e não posso atender ao convite”...
- “A casa toma muito meu tempo”...
Deus chama as criaturas humanas para a posse dos bens espirituais, mas aqueles que são convidados, e não aceitam, não podem ser alimentados espiritualmente, não porque o alimento lhes seja negado, mas porque não estão interessados em recebê-lo. Seus focos de atenção estão voltados para as satisfações de ordem material. As evasivas para o não atendimento ao convite são tão veementes e tão convincentes, que ouvintes menos atentos ficam convencidos de que estão diante de pessoas sofredoras, e tão incapazes, que acabam por ajudá-las nessa fuga. Todavia, enganando a si próprias, terminam um dia por acordar envoltas em comprometimentos ruinosos, consequência de suas leviandades e, constrangidas, rogam a oportunidade de novas reencarnações.
O ser humano, naturalmente, volta-se para a busca da felicidade, da realização pessoal. É como uma intuição que tem do próprio futuro, ainda que de forma nebulosa. Mesmo sem ter essa certeza, ele a procura, como algo pleno, ignorando que, na verdade, essa é a nossa destinação, como Espíritos imortais que somos.
O fato é que não temos, ainda, a perfeita compreensão da nossa identidade. Não sabemos quem somos, de onde viemos, para onde vamos. Ignoramos a nossa condição de filhos de Deus, de seres espirituais, portadores de dons, de faculdades, de forças latentes que, aos poucos, vamos desenvolvendo através do próprio esforço. Seres portadores da própria essência divina que, transitoriamente, sob vestes carnais – apenas de passagem pelo mundo –, buscam enriquecer-se com novas experiências, que o campo material oferece, favorecendo nossa condição.
Morrer é viajar, e o que levamos é somente o que somos
Entretanto, nossa atenção, sempre absorvida pelos interesses materiais, ofusca a visão da nossa vida infinita, e permanecemos iludidos, julgando que a felicidade está na satisfação dos nossos desejos imediatos; imaginando que podemos ser felizes, apenas por possuirmos isto ou aquilo; por desfrutarmos desta ou aquela posição social; por determos algum tipo de poder transitório, esquecidos da nossa realidade espiritual.
Se as necessidades materiais – transitórias – são importantes por estarmos revestidos de um corpo material, muito mais importantes são as espirituais, tendo em vista que são eternas, pois prosseguiremos vivendo, ainda mais intensamente, após a passagem pelo túmulo.
Diz-nos um Instrutor Espiritual que morrer é viajar e o que levamos é somente o que somos. Assim, todo conhecimento adquirido, todas as virtudes e dons desenvolvidos, em nossa vida material, são patrimônios eternos do Espírito. É o tesouro que não se perde, que não se tem roubado e que não pode ser devorado pelas traças. Jesus ensinou-nos a buscar, antes, o Reino de Deus e Sua Justiça, porque tudo o mais nos seria dado por acréscimo de Sua Misericórdia. Por essa razão, todo conhecimento, todas as virtudes e todas as qualidades morais representam poder espiritual, que se reflete, imediatamente, na vida material, transformando a nossa realidade por completo, em uma vida mais bela, porque em harmonia com as Leis Divinas.
E o caminho para transformarmos a nossa realidade é o caminho do amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos. Em síntese, é a prática do Bem.
O sentimento religioso que possuímos, embora não tenhamos, muitas vezes, uma religião – como a definimos –, deixa-nos em uma situação privilegiada para atendermos ao chamamento divino.
O berço é somente o início de uma viagem laboriosa
Em se tratando do espírita, particularmente, muito mais isso é verdadeiro, pois contamos com o conhecimento da vida espiritual e com a consciência de que não há fatalidade absoluta nos acontecimentos que nos cercam, porque sabemos que não somos marionetes, uma vez que somos dotados de livre-arbítrio, razão e inteligência.
Já compreendemos, perfeitamente, o que significa o ensinamento evangélico de que “a cada um será dado segundo suas obras”, endossado pelos Espíritos Superiores como Lei de Causa e Efeito e confirmado pela Ciência Humana como Lei de Ação e Reação, lei universal a nos chamar à responsabilidade dos nossos atos. Não desconhecemos a afirmativa de Jesus de que, se semearmos o bem, o bem será nossa colheita. Temos, portanto, liberdade para agir e modificar, a qualquer tempo, o nosso caminhar.
Diante dos conhecimentos com que a Doutrina Espírita nos brinda – através de estudos nobremente conduzidos – não vemos mais a ideia da reencarnação como dogma religioso ancestral, mas como um fato comprovado, cientificamente, pela Psicologia Transpessoal; temos o conhecimento de que somos Espíritos imortais; que o berço é somente o início de uma viagem laboriosa para a alma necessitada de experiência; que continuaremos vivos após o cumprimento da tarefa planetária, que nos compete realizar por Misericórdia Divina; que é permanente a comunicação e a solidariedade entre os dois planos da Vida; que quando oramos, mentalizando os entes queridos que estão na dimensão espiritual, nós os beneficiamos, os fortalecemos com nossa mensagem de amor e paz, na mesma medida em que somos amparados por eles, muitas vezes, sem suspeitarmos disso.
A luz que o Espiritismo coloca em nossas mentes faz com que não tenhamos mais dúvidas acerca da existência de muitas moradas na casa do Pai – sejam estados físicos ou conscienciais.
Que estamos fazendo com o conhecimento adquirido?
Após conhecermos as obras da codificação da Doutrina Espírita, através das mensagens de O Evangelho segundo o Espiritismo, O Livro dos Espíritos, O Céu e O Inferno, O Livro dos Médiuns e A Gênese, e de outras obras contemporâneas, psicografados por médiuns sérios e abnegados, e de estudiosos honestos em suas colocações, dando-nos informações detalhadas dos diversos mundos, que se estendem ao infinito, em perfeito acordo com as descobertas científicas de físicos, astrônomos, que nos revelam um Universo em expansão, o planeta Terra – que é hoje o nosso mundo – descortina-se como um minúsculo ponto no espaço, situado na periferia de uma modestíssima galáxia, a Via Láctea, entre bilhões de outras galáxias.
Com todo esse conhecimento, por que duvidarmos, ainda, da nossa imortalidade? Por que continuarmos, excessivamente, apegados aos interesses materiais que terminam por nos infelicitar, quando não usados com bom senso e caridade? Será que, com todas essas informações, já temos condição de responder a questões que nos acompanham a caminhada, como por exemplo: “Somos plenamente felizes?”, “Somos criaturas realizadas?”, “Como estamos vivendo?”, “O que estamos fazendo com o conhecimento adquirido, em nosso benefício e daqueles que foram colocados sob nossos cuidados para progredirem?”.
É importante refletirmos sobre a luta dos homens para solucionar os problemas sociais da pobreza, do vício, do crime, das enfermidades, por ser uma luta inglória, na medida em que vamos colecionando fracassos incontáveis, porque até então tem sido alicerçada sobre conceitos materialistas.
O homem, ignorando sua realidade espiritual, não se deu conta de que todos esses problemas têm sua origem no Espírito – orgulho, egoísmo, vaidade, ambição, avareza, possessivismo, para citar apenas alguns – e, portanto, somente pelo Espírito esses males poderão ser vencidos.
Todos temos condições de assumir tarefas no Bem
Emmanuel diz-nos que hoje estamos passando por muitas dificuldades, mas se não mais ignorarmos que a nossa realidade, hoje, é a consequência dos nossos atos de ontem – por força da Lei de Causa e Efeito, que atua mecanicamente em todo o Universo –, não podemos esquecer que temos hoje condições para criar, pela força da mesma Lei Divina, um novo destino para nós.
É fundamental termos a consciência da possibilidade de recomeçar, sempre, desde que, realmente, assim desejarmos, pois cada dia que amanhece é uma nova oportunidade que a vida nos oferece. Mas é importante sermos firmes nesse recomeço. É imprescindível não cultivarmos lembranças amargas, desfazendo-nos do pessimismo, dos enganos anteriores, das aflições que nos impedem de progredir.
Todos temos condições de assumir tarefas no Bem. As quedas que vivemos no passado e que muitas vezes nos colocam na posição de criaturas menos dignas – assim pensamos –, na qual os remorsos, sentimentos de culpa e complexos de inferioridade nos fazem estagnar num tempo ido, engessam nossas ações para o avanço em direção ao futuro.
O alívio que buscamos para a nossa libertação, encontramo-lo em Jesus, em Seu chamado para que fôssemos a Ele, atribulados que estamos, pois Ele nos aliviará.
Aceitando o convite, é inevitável o nosso encontro com o consolo, a esperança, a resignação e, mais que tudo isso, o entendimento das nossas potencialidades para caminharmos, com segurança, sobre os próprios pés, rumo a um porvir muito mais feliz.
Todos nós, sem exceção, temos ainda limitações morais para caminharmos sozinhos. Entretanto, ao toque do Evangelho em nossos corações, eis-nos transformados para o Bem, que ainda hoje podemos realizar, desfazendo o mal do passado, porque o amor cobre a multidão de pecados. E com calma, paciência e orientação segura, que os ensinamentos de Jesus nos propiciam, construiremos uma vida superior compatível com a nossa condição de filhos de Deus.
Leda Maria Flaborea
Copiado de Kardec online
OS NOVOS ESPÍRITAS
Nossa percepção com relação àqueles que modernamente aderem ao movimento espírita nos dias de hoje, após várias reflexões e ponderações com amigos de alguns Centros Espíritas (considerando um período de cerca dos 10 últimos anos), nos apresenta indicações muito interessantes, algumas das quais nos pareceram relevantes e que passamos a comentar:
- Aumento do número daqueles que procuram os cursos das Casas Espíritas e principalmente para assistir palestras (muitas Casas possuem estatísticas sobre isso), levados tradicionalmente pela dor, pela dúvida, pela curiosidade, mas muitos também, principalmente, pelo efeito das abordagens sobre Espiritismo na mídia de uma forma geral (filmes, novelas, etc.). - Melhoria do nível dos oradores e expositores de estudos, o que é produto da preocupação dos Administradores das Casas na escolha dos mesmos. Eles são responsáveis por uma parcela importante, pois é a “porta de entrada” das Casas.
- As idades variam, agora incluindo, principalmente, os jovens, o que se faz notar pelos questionamentos que fazem e pela busca de lógica no conteúdo das respostas. À medida que se satisfazem, buscam mais e mais informações, porque já vivem num ambiente avançado tecnologicamente e com isso mostram-se muito mais lógicos e objetivos na obtenção de resultados quanto às suas questões.
- Muitos adeptos antigos da Doutrina dos Espíritos mostram mais entusiasmo em estudar porque encontram respaldo e modernidade nas perguntas de Kardec em “O Livro dos Espíritos” e, a partir daí, se entusiasmam com as demais obras da Codificação como fonte de estudos de fato, em detrimento dos livros romanceados, e por isso que podem ser denominamos como sendo os “novos espíritas”.
Há uma expectativa de crescimento cada vez mais abrangente na divulgação da Doutrina Espírita, apontando para seu estudo e prática, na medida em que são disseminados os ensinos de Jesus, promovendo seu conhecimento sistemático.
E com o surgimento do computador, quantas palestras e estudos não são feitos hoje ao vivo, a cores e em tempo real... Há estações de rádios, há o acesso ao Espiritismo via mídia televisiva, afinal, já entramos no terceiro milênio e é preciso somar novos artifícios de qualidade para divulgar a Doutrina dos Espíritos, que é a maior caridade que se pode fazer por ela mesma, ajudando na evolução do homem.
Vemos, portanto, nesse aspecto, mais uma preparação natural para a transformação da Terra num Planeta de Regeneração, pois “são chegados os novos tempos” e uma geração de “novos espíritas” também começa a surgir, incluindo novos e antigos adeptos, através de estudos, pois é somente com a fé obtida pela razão, sem nenhum dogma, que aprenderemos a verdade e é ela que nos libertará.
Observamos também que antigos adeptos estão buscando mais os cursos internos e o acesso, tanto às obras básicas, como as de Léon Denis, Herculano Pires e outros nomes expoentes do Espiritismo, aprimorando o conhecimento e entendimento das bases doutrinárias, o que promoverá os seguidores para divulgadores, de aprendizes a mestres.
Vemos nos últimos tempos que a Terra se agita nas suas entranhas, vemos também o homem tomando as mais diversas posições diante da sua vida e a do seu próximo, discutindo seus antigos hábitos, prenunciando a evolução do planeta e dos seus habitantes. Cabe, então, a esses “novos espíritas” que nos sucederão trilhar o árduo caminho da difusão da mensagem consoladora do Espiritismo, tarefa para a qual nos compete entusiasmá-los e facilitar sua compreensão, como pudermos, visando um futuro melhor e mais feliz, de forma crescente para o homem.
Reinaldo Monteiro Macedo
Nossa percepção com relação àqueles que modernamente aderem ao movimento espírita nos dias de hoje, após várias reflexões e ponderações com amigos de alguns Centros Espíritas (considerando um período de cerca dos 10 últimos anos), nos apresenta indicações muito interessantes, algumas das quais nos pareceram relevantes e que passamos a comentar:
- Aumento do número daqueles que procuram os cursos das Casas Espíritas e principalmente para assistir palestras (muitas Casas possuem estatísticas sobre isso), levados tradicionalmente pela dor, pela dúvida, pela curiosidade, mas muitos também, principalmente, pelo efeito das abordagens sobre Espiritismo na mídia de uma forma geral (filmes, novelas, etc.). - Melhoria do nível dos oradores e expositores de estudos, o que é produto da preocupação dos Administradores das Casas na escolha dos mesmos. Eles são responsáveis por uma parcela importante, pois é a “porta de entrada” das Casas.
- As idades variam, agora incluindo, principalmente, os jovens, o que se faz notar pelos questionamentos que fazem e pela busca de lógica no conteúdo das respostas. À medida que se satisfazem, buscam mais e mais informações, porque já vivem num ambiente avançado tecnologicamente e com isso mostram-se muito mais lógicos e objetivos na obtenção de resultados quanto às suas questões.
- Muitos adeptos antigos da Doutrina dos Espíritos mostram mais entusiasmo em estudar porque encontram respaldo e modernidade nas perguntas de Kardec em “O Livro dos Espíritos” e, a partir daí, se entusiasmam com as demais obras da Codificação como fonte de estudos de fato, em detrimento dos livros romanceados, e por isso que podem ser denominamos como sendo os “novos espíritas”.
Há uma expectativa de crescimento cada vez mais abrangente na divulgação da Doutrina Espírita, apontando para seu estudo e prática, na medida em que são disseminados os ensinos de Jesus, promovendo seu conhecimento sistemático.
E com o surgimento do computador, quantas palestras e estudos não são feitos hoje ao vivo, a cores e em tempo real... Há estações de rádios, há o acesso ao Espiritismo via mídia televisiva, afinal, já entramos no terceiro milênio e é preciso somar novos artifícios de qualidade para divulgar a Doutrina dos Espíritos, que é a maior caridade que se pode fazer por ela mesma, ajudando na evolução do homem.
Vemos, portanto, nesse aspecto, mais uma preparação natural para a transformação da Terra num Planeta de Regeneração, pois “são chegados os novos tempos” e uma geração de “novos espíritas” também começa a surgir, incluindo novos e antigos adeptos, através de estudos, pois é somente com a fé obtida pela razão, sem nenhum dogma, que aprenderemos a verdade e é ela que nos libertará.
Observamos também que antigos adeptos estão buscando mais os cursos internos e o acesso, tanto às obras básicas, como as de Léon Denis, Herculano Pires e outros nomes expoentes do Espiritismo, aprimorando o conhecimento e entendimento das bases doutrinárias, o que promoverá os seguidores para divulgadores, de aprendizes a mestres.
Vemos nos últimos tempos que a Terra se agita nas suas entranhas, vemos também o homem tomando as mais diversas posições diante da sua vida e a do seu próximo, discutindo seus antigos hábitos, prenunciando a evolução do planeta e dos seus habitantes. Cabe, então, a esses “novos espíritas” que nos sucederão trilhar o árduo caminho da difusão da mensagem consoladora do Espiritismo, tarefa para a qual nos compete entusiasmá-los e facilitar sua compreensão, como pudermos, visando um futuro melhor e mais feliz, de forma crescente para o homem.
Reinaldo Monteiro Macedo
terça-feira, 20 de março de 2012
Mais uma do amigo Kazagrande
O Líder Espiritual
(história real) -
Ser um líder espiritual não é fácil. Assumir a missão como Sacerdote, Pastor, Bispo, Guia Espiritual, Dirigente Espírita, ou Adjunto de Povo em nossa Doutrina, significa que toda a sua vida será observada, suas menores ações e reações, serão tomadas como exemplo e muitas vezes julgadas com olhos apenas humanos.
Porém, o líder espiritual encarnado, é humano! Tem emoções, sofre, chora, ri e se entristece! Não é fácil sufocar todos os sentimentos que invadem a alma, a personalidade, quando se precisa “dar o exemplo”... Tia Neiva nos mostrou isso claramente em várias das suas tentativas de diário e em algumas cartas.
Hoje vou relatar uma passagem de Pai João de Enoque com um destes líderes espirituais encarnados. Um homem justo, que conduz um povo ao Amor de Deus e a Deus, porém, que como todo ser encarnado, tem seus momentos de fraqueza, de questionamento, de profunda dor!
Vamos chamá-lo de Teófilo. Teófilo tinha um filho a quem acreditava ser um grande missionário, seu substituto a conduzir seu povo. Seu amor de pai o levava a uma ligação de interdependência, como se sua vida também dependesse da vida do filho.
Mas nos enredos cármicos, que não temos acesso pela bênção do esquecimento, o destino dos dois deveria ser separado.
Seu filho veio a desencarnar em dolorosas condições, as quais não me atrevo a relatar, pois a penosa situação traria vibrações distantes de nosso objetivo.
Ao receber a notícia, Teófilo entrou em desespero! Sua dor era a maior do mundo e deve ser respeitada como tal. Não lembrava mais de sua própria missão, estava à beira da blasfêmia e da negação do Amor de Deus, que com tanto fervor sempre pregara.
Afastado da missão, em total depressão, com tristes idéias sugestionadas pelos que se aproveitam nesta hora para manifestarem as mais nefastas formas de cobrança, teve uma proteção especial, de seus bônus acumulados ao longo da jornada.
Lembrou de um humilde Templo do Amanhecer, em que certa vez visitara por questões de esclarecimento de ação.
Lembrou de Pai João de Enoque! O nome vinha claro em sua mente. Lembrava que sentado naquele humilde banquinho recebera uma prova incontestável da presença de uma Entidade de Luz.
Decidiu dar a si mesmo uma última chance de recuperar a fé. Se ali estava um emissário de Deus, que Ele o salvasse!
Acompanhado de um grupo de preocupados seguidores, procurou como realizar este contato. De joelhos, literalmente, pedia a oportunidade deste resgate.
Não cabe relatar o quanto foi difícil acomodar a situação desta realização excepcional.
O Templo, mergulhado em profundo silêncio, trazia a recordação do Trino Araken, o executivo encarnado de nossa Doutrina e que detinha o “Dom do Silêncio”, ao iniciar suas palestras.
O Hino de Pai João rompeu o silêncio trazendo a harmonia necessária.
Teófilo visivelmente abatido desabou ao lado de Pai João, chorou alguns instantes e perguntou:
- O senhor lembra-se de mim? Sabe quem eu sou?
Pai João:
- Salve Deus! Meu filho, eu sei de sua dor, e te esperava aqui. Nosso primeiro encontro foi para que tivesse aonde voltar na hora precisa. Me escute primeiro filho, pois tenho algo para lhe dizer, antes de qualquer coisa:
“Jesus um dia caminhou entre nós e sentiu nossas dores físicas e emocionais. Conheceu profundamente o que vivemos encarnados, nossas dores e fraquezas.
Seu olhar transmitia a beleza, sua voz era sempre ouvida em oração, e sua oração soava como a mais doce melodia. Só falava de amor, e cada gesto transmitia a paz que emanava de seu coração e inundava seus ouvintes.
Jesus trouxe de volta a Luz que nos direciona ao nosso Verdadeiro Lar! E esta Luz resplandeceu no coração de quem o compreendeu ou venha a compreender.
Para voltar para “casa” temos que estar com o coração iluminado e somente uma oportunidade não nos basta. O perdão de Deus é infinito e para muitas vidas. Ao terminar de cumprir nossa jornada, partimos para uma das muitas moradas, que o céu abriga. Existe uma vida além da vida. E morrer, não é jamais o fim, é renascer na verdadeira vida, para os que cumpriram sua missão.
Os atentos ouvintes daquelas palavras somente podiam emanar o amor! E Pai João, após uma pausa, esperando Teófilo recuperar-se do pranto, continuou:
- Meu filho, meu irmão! Você ainda tem uma grande missão a cumprir! Seu filho terminou a dele, mas a você cabe conduzir a todos estes que lhe foram confiados. Volte ao seu Templo! Seu filho já esteve lá e foi onde mais chorou por não lhe encontrar. Por não ouvir suas palavras de fé e esperança que aprendeu a admirar desde pequeno. Haverá um dia em que irão se reencontrar, e se abraçar com certeza da missão cumprida.
Nada mais lhe posso dizer, além de pedir que fique em Paz! Vá em Paz, pois sua fraqueza lhe é perdoada! Levante-se, não olhe para traz, encaminha teu povo e cumpre tua jornada.
Teófilo tentava traduzir seu agradecimento, mas neste mesmo momento Pai João ergueu a mão e disse:
- Não! Não agradeça, pois foram seus bônus, seus anos de trabalho que permitiram este reencontro. Vá em paz!
A mim, Kazagrande, nada me cabe comentar. Esta passagem é verídica, mas obviamente relatada de forma a inviabilizar a identificação dos participantes.
Que cada um receba o esclarecimento desta mensagem de acordo com sua sintonia e merecimento.
Kazagrande
(história real) -
Ser um líder espiritual não é fácil. Assumir a missão como Sacerdote, Pastor, Bispo, Guia Espiritual, Dirigente Espírita, ou Adjunto de Povo em nossa Doutrina, significa que toda a sua vida será observada, suas menores ações e reações, serão tomadas como exemplo e muitas vezes julgadas com olhos apenas humanos.
Porém, o líder espiritual encarnado, é humano! Tem emoções, sofre, chora, ri e se entristece! Não é fácil sufocar todos os sentimentos que invadem a alma, a personalidade, quando se precisa “dar o exemplo”... Tia Neiva nos mostrou isso claramente em várias das suas tentativas de diário e em algumas cartas.
Hoje vou relatar uma passagem de Pai João de Enoque com um destes líderes espirituais encarnados. Um homem justo, que conduz um povo ao Amor de Deus e a Deus, porém, que como todo ser encarnado, tem seus momentos de fraqueza, de questionamento, de profunda dor!
Vamos chamá-lo de Teófilo. Teófilo tinha um filho a quem acreditava ser um grande missionário, seu substituto a conduzir seu povo. Seu amor de pai o levava a uma ligação de interdependência, como se sua vida também dependesse da vida do filho.
Mas nos enredos cármicos, que não temos acesso pela bênção do esquecimento, o destino dos dois deveria ser separado.
Seu filho veio a desencarnar em dolorosas condições, as quais não me atrevo a relatar, pois a penosa situação traria vibrações distantes de nosso objetivo.
Ao receber a notícia, Teófilo entrou em desespero! Sua dor era a maior do mundo e deve ser respeitada como tal. Não lembrava mais de sua própria missão, estava à beira da blasfêmia e da negação do Amor de Deus, que com tanto fervor sempre pregara.
Afastado da missão, em total depressão, com tristes idéias sugestionadas pelos que se aproveitam nesta hora para manifestarem as mais nefastas formas de cobrança, teve uma proteção especial, de seus bônus acumulados ao longo da jornada.
Lembrou de um humilde Templo do Amanhecer, em que certa vez visitara por questões de esclarecimento de ação.
Lembrou de Pai João de Enoque! O nome vinha claro em sua mente. Lembrava que sentado naquele humilde banquinho recebera uma prova incontestável da presença de uma Entidade de Luz.
Decidiu dar a si mesmo uma última chance de recuperar a fé. Se ali estava um emissário de Deus, que Ele o salvasse!
Acompanhado de um grupo de preocupados seguidores, procurou como realizar este contato. De joelhos, literalmente, pedia a oportunidade deste resgate.
Não cabe relatar o quanto foi difícil acomodar a situação desta realização excepcional.
O Templo, mergulhado em profundo silêncio, trazia a recordação do Trino Araken, o executivo encarnado de nossa Doutrina e que detinha o “Dom do Silêncio”, ao iniciar suas palestras.
O Hino de Pai João rompeu o silêncio trazendo a harmonia necessária.
Teófilo visivelmente abatido desabou ao lado de Pai João, chorou alguns instantes e perguntou:
- O senhor lembra-se de mim? Sabe quem eu sou?
Pai João:
- Salve Deus! Meu filho, eu sei de sua dor, e te esperava aqui. Nosso primeiro encontro foi para que tivesse aonde voltar na hora precisa. Me escute primeiro filho, pois tenho algo para lhe dizer, antes de qualquer coisa:
“Jesus um dia caminhou entre nós e sentiu nossas dores físicas e emocionais. Conheceu profundamente o que vivemos encarnados, nossas dores e fraquezas.
Seu olhar transmitia a beleza, sua voz era sempre ouvida em oração, e sua oração soava como a mais doce melodia. Só falava de amor, e cada gesto transmitia a paz que emanava de seu coração e inundava seus ouvintes.
Jesus trouxe de volta a Luz que nos direciona ao nosso Verdadeiro Lar! E esta Luz resplandeceu no coração de quem o compreendeu ou venha a compreender.
Para voltar para “casa” temos que estar com o coração iluminado e somente uma oportunidade não nos basta. O perdão de Deus é infinito e para muitas vidas. Ao terminar de cumprir nossa jornada, partimos para uma das muitas moradas, que o céu abriga. Existe uma vida além da vida. E morrer, não é jamais o fim, é renascer na verdadeira vida, para os que cumpriram sua missão.
Os atentos ouvintes daquelas palavras somente podiam emanar o amor! E Pai João, após uma pausa, esperando Teófilo recuperar-se do pranto, continuou:
- Meu filho, meu irmão! Você ainda tem uma grande missão a cumprir! Seu filho terminou a dele, mas a você cabe conduzir a todos estes que lhe foram confiados. Volte ao seu Templo! Seu filho já esteve lá e foi onde mais chorou por não lhe encontrar. Por não ouvir suas palavras de fé e esperança que aprendeu a admirar desde pequeno. Haverá um dia em que irão se reencontrar, e se abraçar com certeza da missão cumprida.
Nada mais lhe posso dizer, além de pedir que fique em Paz! Vá em Paz, pois sua fraqueza lhe é perdoada! Levante-se, não olhe para traz, encaminha teu povo e cumpre tua jornada.
Teófilo tentava traduzir seu agradecimento, mas neste mesmo momento Pai João ergueu a mão e disse:
- Não! Não agradeça, pois foram seus bônus, seus anos de trabalho que permitiram este reencontro. Vá em paz!
A mim, Kazagrande, nada me cabe comentar. Esta passagem é verídica, mas obviamente relatada de forma a inviabilizar a identificação dos participantes.
Que cada um receba o esclarecimento desta mensagem de acordo com sua sintonia e merecimento.
Kazagrande
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